O que são caixas acústicas
ativas e porquê você pode precisar delas?
A caixa acústica ativa é, na realidade,
um sistema composto de diversos equipamentos utilizados em audioamplificação,
em um único produto. Por isso, é muito versátil,
sendo a solução definitiva para pequenos e médios
sistemas de sonorização e uma alternativa interessante
até para os grandes sistemas.
Porém,
existem no mercado, algumas marcas desses produtos que estão
longe de poder ser chamadas de sistemas ativos, pois na verdade, são
apenas caixas acústicas amplificadas, uma vez que falta a elas
alguns dos audioequipamentos que deveriam fazer parte de seus sistemas.
Algumas até funcionam bem, porém muito longe da qualidade
e eficiência dos sistemas ativos completos, tais como os produzidos
pela CICLOTRON, linhas TITANIUM,
TITANIUM CUSTOM
e SUB.
Nossos
sistemas ativos são compostos pelo gabinete da caixa acústica,
por seus transdutores (alto-falantes e drivers de alta freqüência),
pela amplificação de potência, que pode ser de
1, 2 ou 3 vias, com um amplificador de potência para cada via,
sendo dimensionado em potência de acordo com o transdutor que
ele irá acionar. Além dos amplificadores de potência,
esses sistemas ativos contêm uma série de audioequipamentos
eletrônicos embutidos e interligados, tais como: crossover ativo,
com a quantidade de vias separadas eletronicamente, de acordo com
a quantidade de vias de amplificações; pré-amplificador,
equalizador e limiters ativos, e uma série de sistemas de proteções
que garantem que todo esse sistema interligado funcione dentro de
parâmetros preestabelecidos.
Pelo
exposto, podemos afirmar que nossas caixas acústicas ativas
são sistemas integrados de equipamentos eletrônicos de
áudio, todos embutidos em gabinete, formando entre si, uma
perfeita e completa unidade de sonorização.
As vantagens são inúmeras... Por trabalharem de forma
integrada, os audioequipamentos projetados sob medida e com parâmetros
de funcionamento preestabelecidos em laboratório, “cooperam”
uns com os outros, otimizando tecnologicamente o funcionamento do
sistema como um todo, o qual reproduz as audiofreqüências
de forma muito mais apurada e precisa, com um aproveitamento muito
maior da potência gerada por seus amplificadores, proporcionando
um resultado sonoro capaz de agradar aos ouvidos mais exigentes.
Economia e praticidade também encabeçam o rol de vantagens
desses sistemas ativos, pois não é mais necessário
dezenas de metros de cabos, ou conectores, nem a realização
de infindáveis conexões, reconhecidos vilões
dos sistemas em geral, causadores de chiados, funcionamentos intermitentes
e outros problemas que podem ser bastante comuns, mas nem sempre são
de fácil solução; sem contar a dificuldade que
seria transportar tantos aparelhos externos e racks.
Por exemplo, considerando-se um sistema de sonorização
convencional, composto de caixas acústicas passivas e amplificadores
externos, de acordo com o número de vias deste sistema: juntamente
com os amplificadores de potência, ainda teriam que ser transportados
crossovers, equalizadores, compressores, limiters, pré-amplificadores,
tendo-se que realizar a interligação de todos. Seria
também o caso de fixar em um ou mais racks esses equipamentos.
O custo excessivo e a diversidade de problemas técnicos poderiam
facilmente inviabilizar essa empreitada, além do tempo gasto
com instalações e espaço físico requerido...
Entende agora por quê os sistemas ativos de amplificação
são considerados a solução em áudio e
deixam aliviados tanto os usuários quanto os mais conceituados
engenheiros e técnicos de som?...
Em nossa linha de caixas acústicas ativas existem sistemas
próprios para full-range e sistemas próprios para subgraves.
Nossos sistemas full-range podem ser tri-amplificados e bi-amplificados,
e respondem toda a faixa de áudio com alta fidelidade, cada
um com sua característica peculiar de resposta de freqüências.
Nossos sistemas SUB são próprios para reforço
de subgraves aos sistemas full-range.
Todos os modelos destas linhas de caixas acústicas ativas funcionam
isoladamente em 8 Ω. Para elas funcionarem em 4 Ω, você
terá que conectar a caixa acústica passiva complementar
especialmente desenvolvida para cada modelo de caixa acústica
ativa destas linhas, tanto full-range quanto SUB.
Existem conectores e cabos especiais para esta função
de conexão, que fazem parte destes produtos. As caixas acústicas
passivas são do mesmo tamanho, têm a mesma aparência
frontal e possuem o mesmo número de transdutores que suas respectivas
caixas acústicas ativas.
Quando em 4 Ω (com a conexão da respectiva caixa acústica
passiva), a caixa acústica ativa funciona na potência
máxima especificada. Sem esta conexão, ela funciona
em 8 Ω, deixando de aproveitar 40% de sua potência. Quando
funciona em 4 Ω, além do aproveitamento total da potência,
ainda ganha em eficiência sonora, porque é dobrado o
número de transdutores.
As caixas acústicas ativas e passivas para os sistemas full-range
são Bass-Reflex trapezoidal e as dos sistemas SUB
são Band-Pass de 6ª ordem; todas são construídas
de MDF com diversos pontos de reforços e travamentos e com
revestimento externo de PU (Poliuretano).
Todas essas caixas acústicas ativas e passivas — full-range
e SUB — possuem sistemas próprios de ferragens de sustentação,
tanto para compor um sistema FLY como para ser colocado sobre um pedestal
tripé ou, também, sobre o tubo próprio de sustentação
e elevação posicionado sobre o sistema de subgraves
selecionado.
Possuem alças laterais para que o produto possa ser carregado
com conforto e segurança e, também, uma grade frontal
de aço, perfurada, que protege os transdutores (alto-falantes
e drivers de alta freqüência) proporcionando aos sistemas
um acabamento com design moderno e harmonioso.
Sistemas TITANIUM
CUSTOM tri-amplificado ou bi-amplificados
e seus respectivos sistemas passivos
A
TITANIUM CUSTOM trata-se
de uma linha de caixas acústicas ativas e suas respectivas
caixas acústicas passivas/complementares originais. Esses produtos
são projetados e fabricados pela CICLOTRON.
A linha de caixas acústicas ativas é composta de 1 modelo
com sistema tri-amplificado e 3 modelos com sistemas bi-amplificados.
Cada um desses modelos de caixas acústicas ativas possui a
sua caixa acústica passiva/complementar original.
Tanto no sistema ativo tri-amplificado (3 vias ativas), quanto no
sistema ativo bi-amplificado (2 vias ativas), toda a sua amplificação
é em classe AB.
Esses
sistemas ativos e passivos TITANIUM
CUSTOM da CICLOTRON
são projetos “customizados” a
partir dos modelos que compõem a linha TITANIUM
da CICLOTRON, lançados no mercado em Setembro
de 2004; porém, sendo um pouco mais leves
tanto no peso quanto no custo, além de suas dimensões
serem um pouco mais reduzidas. Esses produtos foram feitos sob medida
para quem necessita de um equipamento com preço mais acessível
e mais leve para transportar e elevar em Fly-PA, mas não quer
abrir mão da eficiência e da qualidade da tri-amplificação
e da bi-amplificação que consagraram os produtos TITANIUM.
Nas caixas acusticas ativas, o que difere, principalmente, os produtos
TITANIUM
dos TITANIUM
CUSTOM correspondentes,
é que os produtos da linha TITANIUM
CUSTOM apresentam uma pequena
modificação nos módulos de potência e nas
fontes de alimentação, e o valor da potência máxima
total, tanto da tri-amplificação quanto
das bi-amplificações, é especificado no painel
do respectivo produto, de 2 formas:
1º- Em True Watts RMS Musical Program - potência
musical em RMS verdadeiro (forma de medição: sinal de
entrada musical e carga resistiva, com tensão medida com o
instrumento de medição de laboratório - Fluke
189 Multimeter- , em modo True RMS na escala "Fast Max"
).
2º- Em Watts RMS Continuous (forma de medição:
sinal de entrada senoidal e carga resistiva, com tensão medida
a 1% de THD, aferida com o instrumento de medição de
laboratório - Neutrik A 2 - Audio Test & Service System),
na função THD+N.
Todos esses dados são obtidos com o aparelho ligado
à tensão AC de alimentação em 120V ou
230 V.
A partir de Setembro/ 2006, a série TITANIUM
também terá esse tipo de medição de potência
e será identificada como Série B.
Em ambos os casos, para se chegar à potência máxima
da tri-amplificação ou da bi-amplificação,
foi somada a potência individual de cada amplificador que a
compõe, e ela foi medida nas formas acima descritas através
da fórmula: Potência em Watts = tensão
RMS encontrada, elevada ao quadrado e dividida pelo valor
da carga resistiva, que é 4Ω. Nessa condição
extrema, que é a potência máxima e com
carga resistiva na saída e superexcitação na
entrada, o Limiter incorporado deve garantir que a distorção
harmônica máxima total, mais ruído (THD+N), não
ultrapasse 2%. Na condição mais aproximada da típica
de uso (- 6dB da potência máxima e com carga resistiva),
a distorção harmônica total mais ruído
não deve ultrapassar 0,05%.
Quando comparamos a linha TITANIUM
com a linha TITANIUM - CUSTOM,
essa última contém potências finais um pouco menores,
tanto da tri-amplificação quanto da bi-amplificação,
afinal a intenção foi oferecer um diferencial de preço,
peso e dimensões entre esses produtos.
Tal como na linha TITANIUM,
na linha TITANIUM – CUSTOM,
os modelos são identificados pela soma das potências
dos amplificadores que compõem tanto a tri-amplificação
como a bi-amplificação. Na linha TITANIUM
CUSTOM, foi utilizada para identificar
o modelo do aparelho, a potência total das suas amplificações
em True Watts RMS Musical Program - potência
musical em RMS verdadeiro -, enquanto que na linha TITANIUM,
foi utilizada a potência em Watts RMS Continuous.
Isso porque há uma tendência de se encontrar um padrão
de medida de potência mais realístico para audioamplificadores.
Realmente, medir a potência útil de audioamplificadores
utilizando o método onde se determina a capacidade de fornecer
potência através de Watts RMS Continuous, é uma
maneira clássica, conservadora e até exagerada
para essas medições, pois, na verdade, o RMS Continuous
que só pode ser medido através de carga resistiva substituindo
os alto-falantes, e com sinal senoidal contínuo proveniente
de gerador de áudio, substituindo a fonte de programa, com
o medidor da tensão mantida na carga resistiva, em modo RMS
— está muito além do objetivo do aparelho, que
é audioamplificação de potência para carga
indutiva (alto-falantes e drivers de alta freqüência),
e com sinais provenientes de fontes de programa repletos de dinâmicas.
De acordo com o exposto, podemos dizer que o “nosso” True
Watts RMS Musical Program — potência musical em RMS verdadeiro
— é a maneira mais equilibrada de se mensurar potências
em audioamplificadores. Isto porque, conforme enunciado em sua forma
de medição, permite encontrar a potência eficaz
de todos os tons presentes na saída de potência; uma
vez que este audioamplificador, no momento da medição,
está com carga resistiva e o instrumento de medição
(Fluke 189 Multimeter) da tensão sobre ela, no modo
True RMS. Comercialmente, muitos fabricantes, até mesmo os
de grande renome no mercado, já estão adotando também,
simplesmente o Watts Musical Program (watts musicais),
cujos valores apresentam 3dB a mais que o True Watts RMS Musical
Program (potência musical em RMS verdadeiro), e 6dB
a mais que o Watts RMS Continuous. Até aí
é uma questão do quanto se quer, ou não, ser
conservador, sem se distanciar muito da realidade.
Tal como na linha TITANIUM,
nessa linha TITANIUM CUSTOM,
todos os modelos de caixas acústicas ativas funcionam isoladamente
em 8 Ω. Para elas funcionarem em 4 Ω, você terá
que conectar a caixa acústica passiva complementar especialmente
desenvolvida para cada modelo de caixa acústica ativa desta
linha. Existem conectores e cabos especiais para esta função
de conexão, que fazem parte destes produtos. As caixas acústicas
passivas são do mesmo tamanho, têm a mesma aparência
frontal e possuem o mesmo número de transdutores que suas respectivas
caixas acústicas ativas.
Quando em 4 Ω (com a conexão da respectiva caixa
acústica passiva), a caixa acústica ativa funciona na
potência máxima especificada. Sem esta conexão,
ela funciona em 8 Ω deixando de aproveitar 40% de sua potência.
Quando funciona em 4 Ω, além do aproveitamento total da
potência, ainda ganha em eficiência sonora pelo motivo
que é dobrado o número de transdutores. O tipo de sustentação
mecânica para elevação em sistema de PA suspenso
(Fly-PA), na linha TITANIUM
CUSTOM também é
diferente em relação à linha TITANIUM.
Na linha TITANIUM,
é utilizado um conjunto metálico composto de 4 tirantes
de aço que atravessam internamente, todos os 4 cantos da caixa
acústica, os quais contêm em suas extremidades, porcas
e arruelas especiais para fixação dos olhais forjados
para suspensão. A linha TITANIUM
CUSTOM não contém
tais tirantes internos com acessórios para fixação
e suspensão, porém possui um conjunto de 4 olhais passantes
de aço em cada lateral da caixa acústica (8 no total),
para cintas planas de poliéster para sustentação
e elevação em sistema de PA suspenso (Fly-PA); na parte
inferior do gabinete da caixa acústica, há mais um desses
olhais que, através de uma cinta de poliéster ou cabo
de aço, permite puxar a coluna de caixas acústicas para
trás, até o ângulo desejado. Além disso,
oferece uma flange de aço para utilização em
pedestal ou elevação, através de tubo próprio,
acima do sistema de subgraves.
Tal método de fixação e sustentação
de sistema Fly-PA adotado para a linha TITANIUM
CUSTOM, mais a pequena redução
de potência - que na média entre todos os modelos, tanto
o tri-amplificado quanto os bi-amplificados, é em torno de
22% na potência total - permitiram uma redução
de peso também na mesma proporção, além
de uma perceptível redução nas dimensões
externas desses produtos, o mesmo acontecendo com as respectivas caixas
acústicas passivas / complementares. As demais características
técnicas permanecem semelhantes, com exceção
de que na linha TITANIUM CUSTOM,
os gabinetes das caixas acústicas não possuem a inscrição
da marca CICLOTRON usinada em baixo-relevo em suas
laterais, além de que, uma tomada MIC-INSERT para conexão
de efeitos foi adicionada no canal de microfone, no painel traseiro
de controles e conexões .