CAIXAS ACÚSTICAS
ATIVAS E SUA RESPECTIVAS CAIXAS PASSIVAS COMPLEMENTARES
A NIOBIUM trata-se
de uma nova linha de caixas acústicas ativas e
suas respectivas caixas acústicas passivas/complementares
originais. Essa linha é composta dos modelos NIOBIUM
Plus e NIOBIUM.
Esses produtos são projetados e fabricados pela
WATTSOM, que é
uma divisão da CICLOTRON.
A caixa acústica
ativa NIOBIUM Plus
é um sistema integrado com bi-amplificação
e 3 vias eletroacústicas. A 1ª e 2ª vias
(ativas) são separadas, cada uma contendo seu amplificador
de potência, que é ligado diretamente ao
seu transdutor (alto-falante) correspondente; e esses
dois amplificadores de potência recebem o sinal
proveniente do crossover ativo Linkwitz Riley de 24dB
por oitava. Sua 3ª via eletroacústica é
acoplada através de um filtro passivo Butterworth
de 6 dB por oitava, diretamente à saída
do amplificador de potência da 2ª via (ativa).
Sua caixa acústica passiva/complementar original
também possui 3 vias eletroacústicas, sendo
a 1ª e a 2ª separadas, e a 3ª acoplada
à 2ª, por um filtro passivo Butterworth de
6 dB por oitava.
As caixas acústicas ativas NIOBIUM
são sistemas integrados com amplificação
e 2 vias eletroacústicas. A 1ª via eletroacústica
é composta do alto-falante de faixa estendida —
extended range speaker — que está ligado
diretamente ao amplificador de potência, e a 2ª
via eletroacústica está acoplada a este
amplificador de potência através de um filtro
passivo Butterworth de 6 dB por oitava. Estes produtos
são apresentados em 4 modelos e cada um deles possui
sua caixa acústica passiva/complementar original
correspondente, que também possui 2 vias eletroacústicas,
sendo que a 1ª via está ligada diretamente
ao conector de entrada e a 2ª via está acoplada
a ele através de um filtro passivo Butterworth
de 6 dB por oitava.
Essa linha
NIOBIUM — NIOBIUM
Plus e NIOBIUM
— destaca-se pela utilização de alto-falantes
de faixa estendida — extended range speaker —
e, principalmente, de drivers de alta freqüência
de tecnologia piezo-elétrica, produzidos com pastilha
cerâmica de óxido de nióbio e diafragma
de policarbonato. As duas linhas desses produtos que a
antecederam, TITANIUM
e TITANIUM CUSTOM, comercializados
com a marca CICLOTRON,
utilizam drivers dinâmicos produzidos com diafragma
de titânio.
O advento das novas
tecnologias de produção de drivers piezos-elétricos
fabricados com pastilha cerâmica de óxido
de nióbio e diafragma de policarbonato, capazes
de suportar bons níveis de potência e responder
as freqüências que abrangem as faixas de médios-altos
e agudos, com bom nível de SPL,e também
de alto-falantes de faixa estendida — extended range
speaker — com alto SPL, resposta linear e capazes
de suportar alta potência, a custo compatível,
é que tornou possível o surgimento desta
nova e revolucionária linha de caixas acústicas
ativas e passivas. Antes disso, o máximo que a
tecnologia piezo-elétrica tornava possível
era a fabricação de tweeters que suportavam
pequenos níveis de potência e somente respondiam
agudos, e os alto-falantes de faixa estendida ou somente
suportavam pequenos níveis de potência, ou
não tinham resposta linear.
Por esses drivers
piezo-elétricos fabricados com pastilha cerâmica de óxido
de nióbio e diafragma de policarbonato terem um comportamento
bastante diferente dos drivers dinâmicos, tornam possível
a eliminação de uma via completa de amplificação, incluindo
tanto o amplificador de potência quanto sua parte correspondente
do crossover ativo, fazendo com que as caixas acústicas
NIOBIUM Plus
e NIOBIUM sejam mais
compactas, baratas, leves, portáteis e consumam menos
energia.
Em outras palavras, os
modelos de caixas acústicas ativas tais como os das linhas
TITANIUM e TITANIUM
CUSTOM, fabricados com a marca CICLOTRON,
que contêm drivers dinâmicos com diafragma de titânio,
necessitam de um amplificador de potência e uma via de
crossover ativo para cada transdutor (alto-falantes e
drivers de alta freqüência). Já os modelos de caixas acústicas
ativas tais como os da linha NIOBIUM
— NIOBIUM Plus
e NIOBIUM — fabricados
com a marca WATTSOM, que
contêm drivers piezos-elétricos com pastilha cerâmica
de óxido de nióbio, não necessitam de um amplificador
de potência e uma via de crossover ativo exclusivos para
acionar esse driver, e ele pode ser acoplado diretamente
à saída do amplificador de potência que está reproduzindo
freqüências de faixas inferiores (médias), a partir de
filtros passivos Butterworth de 6 dB por oitava (resistivos-capacitivos).
Isto porque os drivers piezos-elétricos de alta freqüência
têm comportamento capacitivo-resistivo-indutivo, enquanto
os drivers dinâmicos de alta freqüência têm comportamento
indutivo-resistivo.
Porém, deixamos claro que
os produtos TITANIUM e
TITANIUM CUSTOM, que contêm
drivers dinâmicos com diafragma de titânio, conseguem
responder um SPL maior e ter uma maior presença nas faixas
de freqüência de sua atuação, fazendo com que no todo,
esses produtos tenham um desempenho superior. Contudo,
os produtos NIOBIUM Plus
e
NIOBIUM apresentam uma relação custo-benefício
bem melhor e também bom desempenho no todo, sendo ainda
muito mais baratos, bem mais leves e compactos.
Tal como nas linhas TITANIUM
e TITANIUM CUSTOM, fabricadas
com a marca CICLOTRON,
na linha NIOBIUM —
NIOBIUM Plus
e NIOBIUM, fabricada
com a marca WATTSOM, toda
amplificação é em classe AB, e o valor da potência máxima
total, tanto nos produtos com bi-amplificação quanto nos
com amplificação, é especificado no painel do respectivo
produto, de 3 formas:
1º - Em Watts Musical Program — potência em
watts musicais — (forma de medição: sinal de entrada musical
e carga resistiva, com tensão medida com o instrumento
de medição de laboratório — Osciloscópio Digital - Tektronix
- TDS 210).
2º- Em True Watts RMS Musical Program — potência musical
em RMS verdadeiro — (forma de medição: sinal de entrada
musical e carga resistiva, com tensão medida com o instrumento
de medição de laboratório — Fluke 189 Multimeter, em modo
True RMS na escala "Fast Max").
3º- Em Watts RMS Continuous (forma de medição: sinal de
entrada senoidal e carga resistiva, com tensão medida
a 1% de THD, aferida com o instrumento de medição de laboratório
— Neutrik A 2 - Audio Test & Service System), na função
THD+N.
Todos esses dados
são obtidos com o aparelho ligado à tensão AC de alimentação
em 120V ou 230V - 60Hz.
Para se chegar à potência máxima
da amplificação ou da bi-amplificação, em Watts
Musical Program — potência
em watts musicais — foi somada a potência
individual de cada amplificador que a compõe, e ela foi
medida nas formas acima descritas através da fórmula:
Potência em Watts = tensão máxima encontrada — levando-se
em conta apenas 1 semiciclo do sinal de saída — elevada
ao quadrado e dividida pelo valor da carga resistiva,
que é 4 ohms. Nesse caso, os valores encontrados estão
6 dB (4 vezes) acima do valor expresso em RMS Continuous.
Para se chegar à potência máxima
da amplificação ou da bi-amplificação, tanto em True
Watts RMS Musical Program — potência musical em RMS verdadeiro
— quanto em Watts RMS Continuous,
foi somada a potência individual de cada amplificador
que a compõe, e ela foi medida nas formas acima descritas
através da fórmula: Potência em Watts = tensão RMS encontrada,
elevada ao quadrado e dividida pelo valor da carga resistiva,
que é 4 ohms. Em True Watts RMS Musical Program — potência
musical em RMS verdadeiro — os valores encontrados estão
3 dB (2 vezes) acima do valor expresso em RMS Continuous.
Nessa condição
extrema, que é a potência máxima
e com carga resistiva na saída e superexcitação
na entrada, o Limiter incorporado deve garantir que a
distorção harmônica máxima
total, mais ruído (THD+N), não ultrapasse
2%. Tanto a -3dB da potência máxima quanto
na condição mais aproximada da típica
de uso (- 6dB da potência máxima e com carga
resistiva), a distorção harmônica
total mais ruído não deve ultrapassar 0,05%.
Na linha NIOBIUM,
fabricada com a marca WATTSOM,
o modelo NIOBIUM Plus
é identificado pela soma das potências dos
amplificadores que compõem a bi-amplificação
e os modelos NIOBIUM
são identificados pelo valor da potência
de sua amplificação, em Watts Musical Program
— potência em watts musicais.
A linha TITANIUM
CUSTOM, fabricada com a marca CICLOTRON,
é identificada pela soma das potências dos
amplificadores que compõem tanto a tri-amplificação
quanto a bi-amplificação, em True
Watts RMS Musical Program — potência musical
em RMS verdadeiro —; e na linha TITANIUM,
também fabricada com a marca CICLOTRON,
até o momento, essa identificação
é em Watts RMS Continuous.
Essas três formas de medições
de potência de saída de audioamplificadores,
que inclusive estão todas especificadas no painel
dos produtos NIOBIUM
— NIOBIUM Plus
e NIOBIUM —
são as aceitáveis para produtos profissionais.
Medir a potência útil de audioamplificadores
de potência utilizando o método onde se determina
a capacidade de fornecer potência através
de Watts RMS Continuous, é uma maneira clássica,
conservadora e até exagerada para essas medições,
pois, na verdade, RMS Continuous — que só
pode ser medido através de carga resistiva substituindo
os alto-falantes, e o sinal senoidal proveniente de gerador
de áudio, substituindo a fonte de programa, com
o medidor da tensão mantida na carga resistiva
em modo RMS — está muito além do objetivo
do aparelho, que é audioamplificação
de potência para carga indutiva (alto-falantes e
drivers de alta freqüência), e com sinais provenientes
de fontes de programas repletos de dinâmicas.
De acordo com o exposto, podemos
dizer que o "nosso" True Watts RMS Musical Program
— potência musical em RMS verdadeiro —
é a maneira menos exagerada em termos de
conservadorismo de se mensurar potências
em audioamplificadores. Muitos fabricantes de equipamentos
de audiossonorização — até
mesmo os de grande renome no mercado —, já
estão adotando Watts Musical Program (watts musicais),
como forma de medição — técnica
e comercialmente — aceita para se mensurar potências
em audioamplificadores. Neste caso, os valores provenientes
deste tipo de medição apresentam 3dB a mais
que True Watts RMS Musical Program (potência musical
em RMS verdadeiro), e 6dB a mais que os encontrados em
Watts RMS Continuous. Até aí é uma
questão do quanto se quer, ou não, ser conservador,
sem se distanciar da realidade; em todo caso, marcamos
as três formas de medições de potência
nos painéis desses produtos da linha NIOBIUM
para deixar bem claro suas potencialidades.
Todos os modelos de caixas acústicas
ativas da linha NIOBIUM—
NIOBIUM Plus
e NIOBIUM funcionam
isoladamente em 8 ohms. Para elas funcionarem em 4 ohms,
você terá que conectar a caixa acústica
passiva complementar especialmente desenvolvida para cada
modelo de caixa acústica ativa desta linha. Existem
conectores e cabos especiais para esta função
de conexão, que fazem parte destes produtos. As
caixas acústicas passivas são do mesmo tamanho,
têm a mesma aparência frontal e possuem o
mesmo número de transdutores que suas respectivas
caixas acústicas ativas.
Quando em 4 ohms (com a conexão
da respectiva caixa acústica passiva), a caixa
acústica ativa funciona na potência máxima
especificada e, além do aproveitamento total da
potência, ainda ganha em eficiência sonora
porque é dobrado o número de transdutores.
Sem esta conexão, ela funciona em 8 ohms, deixando
de aproveitar 40% de sua potência.
O tipo de sustentação
mecânica para elevação em sistema
de PA suspenso (Fly-PA), na linha NIOBIUM,
tanto no modelo NIOBIUM
Plus como nos modelos NIOBIUM,
é idêntico ao da linha TITANIUM
CUSTOM: possui um conjunto de 4 olhais passantes
de aço em cada lateral da caixa acústica
(8 no total), para cintas planas de poliéster para
sustentação e elevação; na
parte inferior do gabinete da caixa acústica, há
mais um desses olhais que, através de uma cinta
de poliéster ou cabo de aço, permite puxar
a coluna de caixas acústicas para trás,
até o ângulo desejado. Além disso,
o modelo NIOBIUM Plus
oferece uma flange de aço para utilização
em pedestal, ou elevação através
de tubo próprio, acima do sistema de subgraves.
Nos modelos NIOBIUM,
essa flange é de poliacetal.